Resolucao ANEEL 1.059: mudancas na GD que afetam seu bolso
As alteracoes regulatorias da ANEEL para geracao distribuida em 2027. Novas regras de compensacao e prazos.
O quadro regulatorio em 2027
A regulamentacao da energia solar no Brasil passou por mudancas significativas nos ultimos anos. A Lei 14.300/2022 (Marco Legal da GD) definiu as regras de transicao ate 2045, e a ANEEL continua ajustando normas tecnicas e comerciais.
O que mudou e o que vai mudar
Transicao tarifaria (Lei 14.300)
Sistemas homologados ate 06/01/2023 mantem regras antigas ate 2045. Sistemas novos pagam percentual crescente de TUSD fio B:
- 2024: 15%
- 2025: 30%
- 2026: 45%
- 2027: 60%
- 2028: 75%
- 2029: 90%
- 2030+: 100%
Na pratica, um sistema novo em 2027 paga 60% da TUSD fio B (~R$ 0.12-0.18/kWh dependendo da distribuidora). O payback aumentou em media 6-12 meses em relacao a 2022, mas ainda compensa — e muito.
Limites de potencia
- Microgeracao: ate 75 kW (fase unica: 10 kW monofasico, 25 kW bifasico)
- Minigeracao: 75 kW a 5 MW (ou 3 MW para fontes despachaveis)
- Acima de 5 MW: usina no ACL
Impacto pratico no seu bolso
Para um sistema de 6 kWp homologado em 2027:
- Conta sem solar: ~R$ 560/mes
- Conta com solar (regra antiga): R$ 60/mes (taxa minima)
- Conta com solar (regra 2027): ~R$ 85-95/mes (taxa minima + TUSD parcial)
- Economia: R$ 465-475/mes em vez de R$ 500/mes
A diferenca e de R$ 25-35/mes. Em 25 anos, isso representa R$ 7.500-10.500 a menos de economia total. Relevante, mas longe de inviabilizar o investimento.